Você usa seu computador pessoal para trabalhar? Cuidado com os ciberataques!

Com a pandemia, o trabalho que era presencial passou a ser feito em casa, o famoso home office. Vimos que diversas pessoas precisaram adaptar a forma como trabalhavam nos escritórios e empresas para dentro de suas casas. Embora essa adaptação ofereça inúmeras vantagens, é preciso estar atento aos fatores que trazem riscos para a cibersegurança do usuário e para a funcionalidade de seu computador. 

O uso do mesmo computador tanto para o uso pessoal quanto para as atividades de trabalho pode custar muito mais caro do que se for realizado um investimento em equipamentos exclusivos para tais finalidades.

De acordo com um estudo feito pela Intel em parceria com a Microsoft, mais de 200 empresas demonstraram que o custo de manter um PC com quatro anos ou mais pode sair 2,3 vezes mais alto para as companhias do que investir em modelos novos.

Além disso, de acordo com o relatório anual “Panorama de Ameaças 2021”, divulgado pela Kaspersky, o número de ciberataques contra empresas e pessoas aumentou em toda a América Latina. Somente em nosso país os casos aumentaram 23% de acordo com o último relatório.

Entretanto, para empresas que ainda estão se estruturando com toda essa mudança tecnológica, dispor de um maquinário próprio para ser utilizado na casa dos funcionários pode ser uma realidade levemente nova, sobretudo, para o acompanhamento desses equipamentos e para o fornecimento do suporte necessário. 

Mesmo que os computadores domésticos estejam em boas condições e não apresentem sinais de lentidão, é comum que os sistemas das máquinas não recebam atualizações frequentes e que não sejam compatíveis com os programas utilizados presencialmente nos trabalhos.

Mas, o maior risco fica para a segurança dos dados, com a falta de monitoramento e proteção contra vírus e malwares, todas as informações acessadas e armazenadas na máquina se tornam vulneráveis. Como já dito anteriormente, o relatório anual “Panorama de Ameaças 2021”, divulgado pela Kaspersky, o número de ciberataques contra empresas e pessoas cresceu em toda a América Latina, e os dados levam em conta os 20 malwares mais populares do momento, que totalizaram 481 milhões de tentativas de infecção, uma média de 1.395 bloqueios por minuto. 

Assustador, não é?!

E adivinha o que gerou esse aumento? A fragilidade da segurança no trabalho remoto.

Pois no início da pandemia as empresas não tiveram tempo de preparar os computadores, compreensível visto o caos que o mundo passou, o que acabou prejudicando consideravelmente a questão da segurança digital. Contudo, o home office já se tornou parte do cotidiano dos brasileiros e pelo visto veio para ficar, assim, inúmeras possibilidades para a resolução dessas vulnerabilidades já estão disponíveis no mercado. 

Segundo o vice-presidente da Arklok¹, investir em segurança é primordial para empresas de qualquer porte, principalmente pelo aumento de ataques a dispositivos móveis. É indiscutível que o home office aumenta o risco de exposição, então é preciso que os cuidados com a proteção sejam redobrados. Separar as máquinas de acordo com o seu uso é um bom começo para evitar gastos e dores de cabeça maiores.

A cibersegurança deve ser a prática aplicada para proteger computadores e servidores, dispositivos móveis, sistemas eletrônicos, redes e dados contra ataques maliciosos.

1- Empresa do mercado de full outsourcing de infraestrutura de TI, que faz locação de equipamentos de tecnologia, como notebooks, desktop, impressoras, smartphones, entre outros itens para outras empresas, tem o objetivo de reduzir custos da infraestrutura corporativa. Com mais de 200 mil itens alocados e 900 clientes em carteira, a Arklok está presente em mais de 600 cidades em todo o território nacional.

Por Vitória Ribeiro

Estagiária de Direito.

FONTE: https://cryptoid.com.br/ciberseguranca-seguranca-da-informacao/entenda-como-o-uso-de-computadores-pessoais-para-trabalhar-fomenta-o-crescimento-de-ciberataques-no-brasil/