Ucrânia sofreu um ciberataque horas antes da invasão russa.

 

        A Microsoft foi uma das primeiras grandes empresas de tecnologias a tomar medidas contra a invasão da Ucrânia. A companhia americana alegou que detectou ataques cibernéticos contra a infraestrutura tecnológica ucraniana na quinta-feira (24), horas antes de o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenar a invasão do país.

         A grande empresa tem o governo da Ucrânia como um dos clientes e afirma que vem acompanhando a situação de perto no país. A companhia classifica a ação dos russos como “trágica, ilegal e injustificada”

         “Nos últimos dias, fornecemos inteligência sobre ameaças e sugestões defensivas para as autoridades ucranianas sobre ataques a vários alvos, incluindo instituições e fabricantes militares ucranianos e várias outras agências governamentais”, segundo comunicado publicado oficialmente pela companhia na terça-feira (28).

         As informações a respeito dessas ameaças digitais estão sendo enviadas a autoridades da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e do governo dos Estados Unidos, de acordo com a companhia. Além de iniciativas para defender a Ucrânia contra ciberataques, a Microsoft diz que está atuando em outras frentes, como: combate a campanhas de desinformação patrocinadas pelos russos, além de suporte humanitário aos ucranianos.

         Além de atuar de maneira solidária a Ucrânia, em decisão parecida com a de outras plataformas sociais, como YouTube e Meta, a Microsoft anunciou que seu aplicativo agregador de notícias Microsoft Start não vai exibir conteúdo das redes Russia Today (RT) e Sputnik (ambos financiados pelo governo russo). A confirmação decisiva também bloqueia essas informações no portal MSN.com, que pertence à empresa.

         “A guerra vem acompanhada de uma batalha bem orquestrada em andamento no ecossistema da informação, onde a munição é a desinformação, minando a verdade e semeando a discórdia e a desconfiança”, afirma a Microsoft.

Por Vitória Ribeiro

Estagiária de Direito.

 

FONTE:

https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/ucrania-foi-alvo-de-ciberataques-horas-antes-da-invasao-russa-28022022



Ciberataque a sites estatais e de bancos foi o maior da história da Ucrânia.

Um ciberataque é um conjunto de ações dirigidas contra sistemas de informação, como também podem ser bases de dados ou redes computacionais, com o objetivo de prejudicar pessoas, instituições ou empresas. Esses tipo de ações podem atentar tanto contra os equipamentos e sistemas que operam na rede, anulando seus serviços, como contra bases que armazenam informação, sendo esta espiada, roubada ou, inclusive, utilizada para fazer chantagens.

No dia 15 de fevereiro, foi registrado o maior ataque na história da Ucrânia contra sites estatais e o setor bancário, como afirma o vice-primeiro-ministro e ministro da Transformação Digital, Mikhail Fyodorov, citado pela agência noticiosa UNIAN.

O chefe do departamento de cibersegurança do Conselho de Segurança da Ucrânia (SBU), Ilya Vityuk, disse que é muito cedo para visar um responsável direto, mas notou que o elevado custo de tal operação exclui a possibilidade de um ‘hacker’ solitário ou de um pequeno grupo.

Segundo o subdiretor do Serviço Estatal de Comunicações e Proteção de Informação, Viktor Zhora, “a situação está totalmente controlada” e “não houve perdas, quebras ou roubos”, embora “o ataque continue”. O centro governamental para as comunicações estratégicas e a segurança da informação apontou o dedo ao “agressor”, sem referir explicitamente a Rússia, em um comunicado publicado na sua página na rede social Facebook, entretanto, o país negou qualquer implicação nestes ataques informáticos.

“A Rússia não está relacionada com qualquer ciberataque”, disse aos jornalistas o porta-voz da Presidência russa (Kremlin), Dmitry Peskov, afirma ainda que era previsível que a Ucrânia continuasse a acusar a Rússia de tudo”, visto o momento de tensão entre os dois países.

Um ataque cibernético separado atingiu sites do governo ucraniano no mês de janeiro. Autoridades ucranianas sugeriram o envolvimento da Rússia e da Bielorrússia, mas os investigadores não culparam formalmente esses países pelo ataque cibernético.

Assim nasce a necessidade da Cibersegurança, que é a prática que protege computadores e servidores, dispositivos móveis, sistemas eletrônicos, redes e dados contra ataques maliciosos. Também é chamada de segurança da tecnologia da informação ou segurança de informações eletrônicas. O termo é aplicável a uma variedade de contextos, desde negócios até computação móvel, e pode ser dividido em algumas categorias comuns. As maiores potências do mundo são atrativos para hackers, e cabe aos institutos governamentais cuidar da segurança digital de seu país.

Por Vitória Ribeiro

Estagiária de Direito.