Segurança da informação na Era 5G: o que muda

Cá entre nós, estamos todos ansiosos pela efetiva chegada do 5G ao Brasil, não é mesmo?! Mas, para aqueles que não conhecem o 5G, explicamos: A tecnologia 5G é a quinta geração de internet móvel que chegará ao Brasil com maior alcance e velocidade que promete grande revolução. A nova rede 5G permitirá a interconexão de equipamentos e dispositivos e possibilitando o acesso a produtos inovadores e utilidades domésticas, desenvolvendo a chamada Internet das Coisas (IoT). 

Essa tecnologia permitirá a interconexão de diversos outros equipamentos em casa ou no escritório. A nova tecnologia da internet móvel 5G possibilitará o uso em telefones celulares e gadgets que não são conectados à rede wifi ou internet por cabo.

Assim, ter um aparelho com 5G possibilitará um melhor tempo de processamento de downloads e uploads, uma maior velocidade na transferência de dados por segundo e uma economia de até 90% no consumo de energia dos aparelhos.

 Mas, será que estamos realmente preparados para lidar com uma velocidade de processamento e transmissão de dados 100 vezes superior à atual? Será que as empresas possuem métodos, processos, ferramentas e treinamentos que garantam transações seguras, principalmente considerando a profissionalização dos cibercriminosos?

Em busca de respostas para essas e outras perguntas, separamos algumas transformações que o 5G vai causar no campo da segurança da informação.

  • Empresas de telecomunicações devem pensar mais no consumidor final:

Com a chegada do 5G, um dos principais desafios das empresas de telecomunicações é ampliar o investimento em cibersegurança, criando novas esferas de proteção para garantir um ambiente mais seguro para o consumidor final. Podem fazer isso adquirindo softwares, elevando a qualidade dos seus métodos e processos ou terceirizando parte das ações de segurança para um parceiro especializado.

  • A nuvem vai virar prioridade para todos:

Vivenciamos um momento em que algumas empresas mais conservadoras ainda pensam em migrar para nuvem e algumas pessoas ainda resistem a se beneficiar dos serviços de cloud computing. Com a alta capacidade de tráfego no 5G, será muito mais conveniente manter arquivos na nuvem, do que em seus dispositivos. O ponto de atenção de pessoas físicas e jurídicas, porém, deve transitar por ambientes seguros.

  • O debate sobre segurança da informação será ampliado:

Quanto mais velocidade e tráfego de informações, maior será a superfície de risco. Isso deve fortalecer e ampliar as leis de regulação de privacidade, entre elas a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Inclusive, com a chegada do 5G é muito provável que estudos vão surgir para empurrar a sociedade como um todo para uma discussão mais intensa e ampla sobre segurança. E isso pode ser muito positivo.

  • Prevenção de vazamento de dados merece mais atenção:

Com mais dados trafegando na Internet, as organizações precisam elevar o seu poder de classificar essas informações de maneira mais rápida, definindo como cada um será protegido. Por exemplo, será fundamental criptografar informações estratégicas ou extremamente confidenciais, trabalhar a anonimização e o controle de acesso de dados com bastante critério.

Essas são apenas algumas das diversas transformações que o 5G vai causar em nosso país, o que causa muito entusiasmo aos fãs de tecnologia, mas sem deixar que nenhum objetivo de negócio abandone a segurança da informação ou a veja como uma barreira para colocar algo em operação. Ela deve, sim, ser vista como uma estratégia vital para que uma empresa siga operando sem prejuízos financeiros, reputacionais ou operacionais.

Por Vitória Ribeiro

Estagiária de Direito.

FONTE

https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/5g-no-brasil/