Brasil já é o 5º maior alvo global de ataques de hackers a empresas

O Brasil tem sido um dos principais alvos globais de ataques de hackers, segundo o levantamento da Roland Berger, onde em pesquisa foi apontado que nosso país já ultrapassou o volume de ataques do ano passado, com um total de 9,1 milhões de ocorrências. Esse número coloca o Brasil na quinta posição mundial de ataques, atrás apenas de EUA, Reino Unido, Alemanha e África do Sul.

         A preocupação das empresas brasileiras cresceu diante dos mais recentes ataques. No entanto, estas precisam entender que, para diminuir os danos, é necessário que o tema seja contínuo, e não uma ação pontual para se ajustar alguma eventual fragilidade do sistema, além de ser necessário a adequação de mecanismos de proteção por completo.

         As ameaças cibernéticas já são uma das principais preocupações para a maioria das empresas, visto que muitos ataques vêm acontecendo nas últimas semanas, como o das Lojas Renner, que paralisou completamente o sistema. Ainda tivemos o caso do grupo Fleury, que ficou alguns dias sem conseguir efetuar exames, e a JBS, que foi obrigada a pagar US$ 11 milhões em resgate ao ataque hacker em sua operação nos Estados Unidos, todas essas situações colocaram o assunto ainda mais em evidência no Brasil.

         Os ataques cibernéticos causaram danos de US$ 385 mil por empresa, em média, nos maiores países europeus. Os principais setores que sofreram com as invasões são varejo, finanças, hotelaria e manufatura. No entanto, algumas empresas ainda creem ser desnecessário a adequação, em razão dos custos.

         A criação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi essencial para o início de uma cultura de privacidade no Brasil. Em vigência, ela já embasou 1102 sentenças judiciais de cidadãos que questionam o uso de seus dados por empresas. É uma lei que se tornou um direito fundamental em nossa Constituição Federal. A necessidade de adesão vem crescendo entre todos os portes de empresas, ou seja, todos que possuem uma relação com dados pessoais precisam, com certeza, estar cientes do impacto que a LGPD trouxe à tona.

         Diante deste cenário, é certo que os titulares de dados estarão mais atentos a forma que as empresas utilizam seus dados, uma vez que agora a LGPD protege de diversas formas a privacidade e obriga as companhias a preservar o bem mais importante de uma pessoa, sua identidade pessoal. Desta forma, quem não quiser ter problemas, precisará abrir espaço no planejamento estrutural também no sentido de agir para uma correta adequação a LGPD.

Por Vitória Ribeiro

REFERÊNCIA

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-ja-e-o-5-maior-alvo-global-de-ataques-de-hackers-a-empresas,70003837632